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sexta-feira, 17 de junho de 2011

je regrette

Every once in a while i caught me thinking if all i really want is to be by myself, and i really want to just face it and say "i don't care, just relax and go" but i dont. I have been weird lately, with all thoughts boucing on my head confusing me. Maybe it's the iminent crisis.

Yeah i know. That was crazy and i just wanted to turn things upside down.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sinal verde

Imperdoavelmente atrasado. Das resoluções que fiz da vida, não poderia mais cometer esse deslize. Minha antipatia com o relógio fora marcada em minha essência desde a existência e eu estava disposto a desafiá-la. Decidido a ser conhecido por aquela pontualidade irritantemente santa, decidido a provar para o universo que sou dono de mim. Não poderia falhar, falharia comigo. Fracassar para com você mesmo é fracassar com seus ideais, com o que acredita. E a cada segundo passado, alargava-se o abismo entre o real e a glória reluzente e especial das árduas vitórias. Meu transtorno era ainda maior pela habilidade inconveniente dos carros em potencializar mormaço. O calor era tanto, que derretia minha auto-ofensa e direcionava o objeto do meu ódio ao ponto de luz vermelho que insistentemente não se tornava verde apenas para deliciar-se com meu desgosto moral.

Percorri com os olhos do relógio ao semáforo diversas vezes, na esperança de transmitir minha dor ao aparelho e que este, complacente, gentilmente me permitisse passagem. Entretanto percebi também que uma figura se aproximava da minha janela com aquele ar que somente os pedintes profissionais, aqueles passaram anos refinando a arte de em segundos provocar comoção por alguns trocados, conseguem criar. Concentrei-me para forjar minha expressão mais verdadeira e estar pronto para agradavelmente lhe dizer que não acredito em gente vagabunda que pede dinheiro no farol.


-Boa tarde! Eu trabalho para uma instituição que ajuda dependentes químicos e...
-Poxa vida, eu não tenho nada comigo agora.
-Tudo bem. Vou deixar esse folheto com você, ok?


Recebi um pedaço de papel mal impresso e mal diagramado. Feio. Criado por quem toscamente tenta criar algo atrativo sem um grande esforço. Desenhos infantis, sóis e árvores, permeavam algumas poucas frases no informe, enquanto a irritação do calor misturada com minha pessoal frustração não me permitiram dar a atenção devida ao simplório texto contido. Me furtei a ler apenas duas frases negritadas ao centro do papel "Fazemos mudanças, pinturas, limpezas, etc. DAR-NOS TRABALHO É SUA MELHOR AJUDA".
 

Entrei em choque. Atingido com um pedido tão singelo. Talvez por há poucos segundos atrás ter mentalmente rotulado aquele jovem de vagabundo. Indignado. Não consegui atribuir coerentemente juízo de valores a situação. Aqueles pouco segundos de atraso que se sucederam tornavam-se séculos ardentes em minha emergente crise de existencialismo. Eu não mal acreditava poder alcançar as mãos ao volante enquanto meu rosto perdia os contornos. Em um arrepio, descobri que o jovem, que repetia o mesmo com o carro logo atrás, era muito melhor do que eu.


Sinal verde.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Papai me disse: "Jogue todos os seus calmantes fora"

Título alternativo: "Oê oê eu sou mais indie que você, oê oê oê eu sou o king dos blasè".




Twitter nada mais é que uma grande bacia de piadas sarcásticas e pencas de fakes criados na tentativa de cativar um público com o mesmo humor ácido. Essa farofada de todo mundo querer ser nerd, todo mundo querer ser meio intelectualóide, acabou misturando a nerdice da coisa com alguns elementos indies e criando um hibrído bizarro de "nerd da cultura POP". E claro, temos os temas que se tornaram mais que overrated. Vejamos alguns deles:

Apocalipse Zumbi: Como alguém pode realmente sonhar com isso? A realidade de uma família em que o filho está com câncer em fase terminal. Todos sabem que ele vai morrer. Ele sabe que vai morrer. Agora extrapole isso para toda pessoas da terra, num "câncer" que faz isso em segundos. Sua paixão adolescente, seus melhores amigos, seu gato, todos definhando e querendo um pedaço seu. É muito cruel. Com certeza você choraria ATÉ SECAR se tivesse que matar seu melhor amigo nessa situação. Mas contrariando o bom senso, o "eu sobreviveria até a minha velhice num apocalipse zumbi" é coletivo. A partir de agora somos uma sociedade de psicóticos sem a capacidade de sentir compaixão. Fora que todos se imaginando como heróis, mas a bem na verdade


Todos os heróis gritando juntooooo: Braaaaains!
Bacon: Meu favorito. Praticamente um dogma. Bacon é gostoso, fica ótimo no meu hamburguer, mas se as pessoas realmente comessem bacon proporcionalmente ao amor declarado, teriam diárreias cavalares. Isso mesmo, seu corpo te sabota quando você tá fazendo besteira. Beba óleo de girassol e faça teste. Mal-estar, a azia, a falta de ar e o iminente infarto vem de brinde. O culto ao bacon tem se tornado tão popular e tão extremista que bate um top 10 na minha escala de ódio.
Diz pra mim que isso não é sério.


Cupcakes: Um mistério. Até hoje não entendo o que tem de tão especial em um "Bebezinho Panco" com cobertura e uma estrela de chocolate em cima. Jogue cupcakes no google e uma enxurrada de sites e cozinheiros especializados em cupcakes apareceram. Não deixo de traçar um paralelo imaginando sites e cozinheiros especializados em pão-de-forma Panco multicoloridos ou bisnaguinhas com glitter, estrelinhas e cheias de frescura.


Bolinho seco de merenda de escola pública

8-bit: Se era tão legal assim, porque que eu não conheço uma sujeito sequer que chegou ao fim de Pitfall no Atari ou Prince of Persia (o primeiro, quando ele ainda usava uma roupão branco)? Tenho que confessar que o 8-bit tem lá seu charme e um sabor de nostalgia. Criar bonés com visual 8-bits e seguir a linha “OMG, 8-bit is myyy liiiifeee” é implorar por um tiro. Você pixels mesmo? Trocar sua Nikon D70 por uma Tekpix você não troca né?

Oi togata//

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Mundo

Não tenho escrúpulos, não tenho dó. Faço só o que for necessário. Tenho um objetivo, tenho uma ambição e moverei céus e terras para que eu alcance o que eu quero. Jogarei no campo social e usarei pessoas. Vou jogar com cartas na mesa e truques sujos. E eu francamente não quero saber do seu julgamento. Por que eu estou matando todo mundo para realizar meu sonho.

Ass: Um Vencedor.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sucinto.

Simplesmente só.
Só sei semblante sobejadamente sério, senão suspirante.
Sem sal, sem sabor.
Só seduzido sazonalmente. Sonhando sempre.
Sentimento: seu sacrifício. Só sangue, só suor.


Supondo singelo sedante, sobrepujando sombras.
Sorrateiramente satisfazendo sua sede. Súbita simpatia.
Sadio e saciado. Surgindo seu suntuoso sorriso.


Supremo, supradivino,
Amor.


*Esse texto é um "desafio" que eu vi aqui. Resolvi publicar, mesmo não gostando muito dele.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mal-interpretado

Um presente singelo. Afinal não havia nada entre nós. Havia se passado algumas noites do dia 12 de junho para cá. O mundo se vestiu de vermelho para celebrar o amor e meu coração enternecera. Pensava nela. Havia namorado desde menina um cara muito mais velho e nunca pôde ter o que suas amigas tinham, não viveu sua vida de menina. Agora, havia se tornado efusiva e tinha uma estranha mania de rir de tudo. Era tudo o que eu sabia sobre ela.

Adoraria dizer que ficamos amigos em um despretensiosa conversa, adicionaria um lirismo a história. E já a havia notado e, assanhadamente, sentei ao seu lado para me apresentar. Nos primeiros 5 minutos percebemos que tínhamos diversas afinidades. “E o seu namorado?” eu disse. Meio ressabiada soltou um frouxo “não estuda aqui”. No dia seguinte, ciente de que ali não havia o que eu queria, voltei a minha rotina, com as velhas pessoas com que andava. Ela no entanto, fez questão de me procurar, de conversar, de estabelecer vínculo. Passamos a nos falar todos.

Há algumas semanas atrás, me contou que havia terminado seu namoro e passou a me dar maiores liberdades para as minhas brincadeiras cheias de malícia. Havia eu interpretado tudo errado? Havia algo entre nós?

Decidi usar uma brincadeira como pretexto: lhe daria um presente quando ela fosse minha. O não-dito sempre teve sua grandeza pra mim. Um pequeno mimo dentro de uma safada brincadeira. Tudo estaria explícito ao entregá-lo. Combinei de encontrá-la, novamente como tudo havia começado, “despretensiosamente”. Encontrei-a com um amigo.

“Olha o que eu lhe trouxe”, eu disse. Ela pegou o presente, olhou no meu olho, e balbucionou um obrigado. O amigo pegou o presente, sorriu para mim e a beijou tendo o cuidado de transformar a cena em um espetáculo. Eu era o bobo. Não sei se o meu ódio era maior ou a minha vergonha.


Reduzi minha expectativa a um “era só uma bobeirinha”. Afinal, não havia nada entre nós.

Título

Estou desabandonando meu blog.