Ainda deslocado, como um estranho no ninho. Me sinto de alguma forma, como me senti entrendo no Alfredo Mesquita pela segunda vez. Com uma ansiedade estranha.
Aula leve, temas leves.
Retomando meu espírito CDF. Gosto quando sou elogiado.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Carta de Demissão
São Paulo, 16 de setembro de 2009
A/C do meu Superior Imediato
Prezados Senhores:
Venho por meio desta, comunicar minha decisão de deixar a honrosa função de Adulto, a mim confiada desde 2006.
Agradeço muito a oportunidade que me foi dada. Em todos esses anos me esforcei ao máximo para alcançar todas as metas que foram estabelecidas para que me tornasse um adulto exemplar. Mas no presente momento não me sinto à vontade nesta categoria.
Quando fui promovido a Adulto não foram acertados alguns pontos que agora me incomodam como que eu não poderia mais rir alto do que acho engraçado, que teria que adotar posturas de “bons costumes” e nem que passaria a achar bobagem sonhar acordado. Não me foi dito como o mundo dos adultos é tão cheio de aparências, intrigas e paranóias.
Quero voltar a achar que o Sol e a Lua são casados. Brincar de faz-de-conta, rir de si mesmo e não ter medo de abraçar alguém. Quero brincar com pessoas sem preconceitos, achar que ganhei o maior prêmio do mundo quando compro pipoca doce com muito caramelo vermelho ou quando encontro uma figurinha que brilha. Quero me sujar com bolo. Quero viver uma aventura todos os dias. Quero ler e imaginar.
Muito foi realizado enquanto estive na função de adulto e essa sinergia trouxe benefícios para ambos os lados. Mas agora é necessário fechar esse ciclo, pois não quero mais esse aprendizado. Não que tenha algum ressentimento à categoria. Simplesmente não me adéquo à função de adulto.
Por esse motivo e sem nenhuma reserva ou desagrado quanto minha permanência até a presente data, é que eu me demito
Atenciosamente,
Pedro Coelho
A/C do meu Superior Imediato
Prezados Senhores:
Venho por meio desta, comunicar minha decisão de deixar a honrosa função de Adulto, a mim confiada desde 2006.
Agradeço muito a oportunidade que me foi dada. Em todos esses anos me esforcei ao máximo para alcançar todas as metas que foram estabelecidas para que me tornasse um adulto exemplar. Mas no presente momento não me sinto à vontade nesta categoria.
Quando fui promovido a Adulto não foram acertados alguns pontos que agora me incomodam como que eu não poderia mais rir alto do que acho engraçado, que teria que adotar posturas de “bons costumes” e nem que passaria a achar bobagem sonhar acordado. Não me foi dito como o mundo dos adultos é tão cheio de aparências, intrigas e paranóias.
Quero voltar a achar que o Sol e a Lua são casados. Brincar de faz-de-conta, rir de si mesmo e não ter medo de abraçar alguém. Quero brincar com pessoas sem preconceitos, achar que ganhei o maior prêmio do mundo quando compro pipoca doce com muito caramelo vermelho ou quando encontro uma figurinha que brilha. Quero me sujar com bolo. Quero viver uma aventura todos os dias. Quero ler e imaginar.
Muito foi realizado enquanto estive na função de adulto e essa sinergia trouxe benefícios para ambos os lados. Mas agora é necessário fechar esse ciclo, pois não quero mais esse aprendizado. Não que tenha algum ressentimento à categoria. Simplesmente não me adéquo à função de adulto.
Por esse motivo e sem nenhuma reserva ou desagrado quanto minha permanência até a presente data, é que eu me demito
Atenciosamente,
Pedro Coelho
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Diário de Bordo pág 21
Passado um longo tempo sem atualizações, eu volto. Não, este não será um post-diário narrando as aventuras de "Pedro no Maravilhoso Mundo do Teatro". Só mantive o título por puro costume, ja que ultimamente eu só estava postando com esse título.
Muita gente me cobrou de eu ter largado o blog e essa semana eu fiquei pensando nele. Tive saudade de escrever minha pequenas anedotas, de deixar registrada a minha visão do mundo. Tive muitas idéias do que escrever e elas se perderam no tempo e no espaço e isso me assusta. Queria esperar chegar exatamente na página 21 do diário de bordo para mudar o destino no blog e fazer mais um tentativa de cyber-sobrevida.
Vinte e um sempre foi pra mim um numero mágico. Um número que teria o potencial de mudar tudo, de realizar sonhos e de trazer satisfação. Espero não me decepcionar com ele dinovo.
Muita gente me cobrou de eu ter largado o blog e essa semana eu fiquei pensando nele. Tive saudade de escrever minha pequenas anedotas, de deixar registrada a minha visão do mundo. Tive muitas idéias do que escrever e elas se perderam no tempo e no espaço e isso me assusta. Queria esperar chegar exatamente na página 21 do diário de bordo para mudar o destino no blog e fazer mais um tentativa de cyber-sobrevida.
Vinte e um sempre foi pra mim um numero mágico. Um número que teria o potencial de mudar tudo, de realizar sonhos e de trazer satisfação. Espero não me decepcionar com ele dinovo.
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narrativa
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Diário de Bordo Pág 11
Quinta-feira normal e, se não fosse pela Catharina me ligando pra lembrar do teatro hoje, teria sido bem normal. Tava desabando água em São Paulo. Saímos super atrasados com a certeza de que chegaríamos umas 8hs, mas por alguma ironia do destino estavamos lá 5 minutos mais cedo do que o habitual.
Por causa das chuvas (e pq alguns devem ter esquecido da aula hoje q nem eu Haha) tinha bem pouquinha gente. Começamos com um jogo dificílimo que exigiu toda a minha capacidade de atenção com tarefas complicadíssimas. Falar um nome e enconstar em alguém.Fatigante.
Pulamos corda, como uma analogia pra "entrar em cena". Bem divertido. Tivemos que montar a ordem e trocar de posições sem falar nada. Realmente, timing é tudo nessas horas.
Brincamos com a linguagem, encenando situações que tinhamos q inventar uma língua. Vendi uma super-mega-caneta na língua do "blá" e fiquei IMPRESSIONADO com o italiano fajuto da Catharina e do Guilherme.
Depois fizemos pequenas esquetes em que era dado um personagem pra uma pessoa, mas ela não sabia que personagem era e, re-encenamos a esquete corrigindo um ou outro defeito.
-O primeiro foi um ladrão. Muito legal o clima sombrio que ficou no começo, qdo a Evânia fugia . Ficou super legal o jeito como eles andaram no palco. A sensação de "algo está pra acontecer e não acontece", com os policiais rondando e o ladrão sem saber o que fazer ficou ótima pra cena. Pena q isso se perdeu qdo foi reencenado.
-O segundo foi um padre. A história ficou mto boa. O padre se envolvia com uma mulher e os detalhes que enriqueceram ainda mais a cena como um puxadinha por detrás da cortina e os gritos do Luis no fundo do placo qdo o padre era castigado. Qdo reencenamos, conseguimos melhorar o ambiente com cantos e outros detalhes, mas perdeu toda a emoção de qdo a padre foi castigado.
Teve uma terceira cena de um velho e uma bailarina, mas essa não deu liga.
Mas a surpresa veio no fim da aula, qdo a Ana Flávia disse pra mim "ficou mto bunitinho vc cantando lá encima".
Saí do vocacional com um sorriso bobo estampado na cara. =P
Palavra do dia: Intimidade
Por causa das chuvas (e pq alguns devem ter esquecido da aula hoje q nem eu Haha) tinha bem pouquinha gente. Começamos com um jogo dificílimo que exigiu toda a minha capacidade de atenção com tarefas complicadíssimas. Falar um nome e enconstar em alguém.Fatigante.
Pulamos corda, como uma analogia pra "entrar em cena". Bem divertido. Tivemos que montar a ordem e trocar de posições sem falar nada. Realmente, timing é tudo nessas horas.
Brincamos com a linguagem, encenando situações que tinhamos q inventar uma língua. Vendi uma super-mega-caneta na língua do "blá" e fiquei IMPRESSIONADO com o italiano fajuto da Catharina e do Guilherme.
Depois fizemos pequenas esquetes em que era dado um personagem pra uma pessoa, mas ela não sabia que personagem era e, re-encenamos a esquete corrigindo um ou outro defeito.
-O primeiro foi um ladrão. Muito legal o clima sombrio que ficou no começo, qdo a Evânia fugia . Ficou super legal o jeito como eles andaram no palco. A sensação de "algo está pra acontecer e não acontece", com os policiais rondando e o ladrão sem saber o que fazer ficou ótima pra cena. Pena q isso se perdeu qdo foi reencenado.
-O segundo foi um padre. A história ficou mto boa. O padre se envolvia com uma mulher e os detalhes que enriqueceram ainda mais a cena como um puxadinha por detrás da cortina e os gritos do Luis no fundo do placo qdo o padre era castigado. Qdo reencenamos, conseguimos melhorar o ambiente com cantos e outros detalhes, mas perdeu toda a emoção de qdo a padre foi castigado.
Teve uma terceira cena de um velho e uma bailarina, mas essa não deu liga.
Mas a surpresa veio no fim da aula, qdo a Ana Flávia disse pra mim "ficou mto bunitinho vc cantando lá encima".
Saí do vocacional com um sorriso bobo estampado na cara. =P
Palavra do dia: Intimidade
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Diário de Bordo Pág 10
[página não encontrada]
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Diário de Bordo Pág 09
Vou ao Vocacional com toda a certeza de que chegaria atrasado. Saio de casa 40 minutos mais tarde do habitual e, para minha surpresa, não demoro mais de 10 minutos para fazer o caminho. Fizemos exercícios de memória,e percebi que a falta de atenção é um problema da maioria das pessoas do grupo. Frases não foram decoradas, e instruções simples não foram compreendidas. Após isso contamos histórias coletivamente. Fiquei surpreso em como o grupo gosta de complicar as coisas por puro prazer. As histórias foram:
-Um gênio que só atendia pedidos inteligentes, que não quis transformar uma mulher em gênia pq era pedido egoísta (?!)
-A história de uma princesa que tomava drogas, casou com um gay e teve uma filha (?!)
-Uma nuvem negra que destruia a casa de velhinhos e depois virava um buraco negro que sugava tudo.
-Um grupo de loucos que fingiam morrer por uma injeção de anestésicos, matavam o policial que aparecia pra ajudar e faziam o médico que aplicava a injeção ficar louco. (?!)
Niguém construia uma história. Só falava uma coisa nada a ver, só pra ver como o próximo ia fazer pra contornar a situação. Isso sem falar no Ricardo que NUNCA passava a história pra outro terminar.
Enfim... Interessante foi qdo tivemos que encenar as histórias com temas pré-determinados: desenho, ficção científica, musical e novela mexicana. Ainda assim, ficamos um pouco trvados nos temas e a Ana Flávia recomendou que "viajassemos mais na idéia" dizendo que o nosso código seria "cerimônia". Isso significaria que teríamos que ser mais exagerados, mais grandiosos.
Na conversa final do dia, onde foi exposto a idéia de um sarau, a falta de atenção foi marcante novamente. Principalmente por parte da "Sandra Kátia"... ¬¬"
Palavra: Loucura
-Um gênio que só atendia pedidos inteligentes, que não quis transformar uma mulher em gênia pq era pedido egoísta (?!)
-A história de uma princesa que tomava drogas, casou com um gay e teve uma filha (?!)
-Uma nuvem negra que destruia a casa de velhinhos e depois virava um buraco negro que sugava tudo.
-Um grupo de loucos que fingiam morrer por uma injeção de anestésicos, matavam o policial que aparecia pra ajudar e faziam o médico que aplicava a injeção ficar louco. (?!)
Niguém construia uma história. Só falava uma coisa nada a ver, só pra ver como o próximo ia fazer pra contornar a situação. Isso sem falar no Ricardo que NUNCA passava a história pra outro terminar.
Enfim... Interessante foi qdo tivemos que encenar as histórias com temas pré-determinados: desenho, ficção científica, musical e novela mexicana. Ainda assim, ficamos um pouco trvados nos temas e a Ana Flávia recomendou que "viajassemos mais na idéia" dizendo que o nosso código seria "cerimônia". Isso significaria que teríamos que ser mais exagerados, mais grandiosos.
Na conversa final do dia, onde foi exposto a idéia de um sarau, a falta de atenção foi marcante novamente. Principalmente por parte da "Sandra Kátia"... ¬¬"
Palavra: Loucura
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
Diário de Bordo Pág 08
Usei meus encontros de quarta-feira como um refúgio novamente. O Alfredo Mesquita tem sido muito mais acolhedor do que muitos lugares que tenho frequentado ultimamente. Chego lá bem mais cedo queo habitual, e com um frio nabarriga, já que a Ana Flávia não estará lá. Poucos haviam chegado e o nosso numero demorou a crescer, o que aumentou ainda mais minha ansiedade. Mas por mais estranho que pareça, a aula fluiu muito bem. Estamos adquirindo uma maior intimidade uns com os outros.
Foram propostos exercícios baseados em formas de cumprimento, que chegaram a me cansar bastante. Desse vez eu me senti totalmente desprendido. Como se realmente estivesse no lugar que imaginava. Já super empolgado depois disso, fizemos algumas esquetes trabalhando o ritmo. Normal, devagar, acelerado e cantado. Modéstia a parte, meu trio conseguiu extrair uma história muito mais original com apenas "Ai", "que foi?" e "nada". Amores inocentes foram super originais...Haha
Comparando nossas AO's, a Regina foi muito mais séria e dura que a Ana Flávia, masfoi bom do mesmo jeito.
Foram propostos exercícios baseados em formas de cumprimento, que chegaram a me cansar bastante. Desse vez eu me senti totalmente desprendido. Como se realmente estivesse no lugar que imaginava. Já super empolgado depois disso, fizemos algumas esquetes trabalhando o ritmo. Normal, devagar, acelerado e cantado. Modéstia a parte, meu trio conseguiu extrair uma história muito mais original com apenas "Ai", "que foi?" e "nada". Amores inocentes foram super originais...Haha
Comparando nossas AO's, a Regina foi muito mais séria e dura que a Ana Flávia, masfoi bom do mesmo jeito.
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