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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tender Bolinha

Houveram épocas em que Natal na minha casa era sinonimo de um grande evento com muitos convidados, uma tremenda falação e gente comendo por todos cantos. Com as constantes investidas psicóticas do meu avô a causar toda sorte de constrangimento alheio e tortas de climão de todos os tipos, o Natal se reduziu a: quem estiver em casa. Me lembro de um episódio épico dele desfilando pela sala de estar no meio dos convidados, flutuando como uma estrela da Victoria's Secret, com pijamas furados nas partes íntimas  enquanto intercalava uns "tá tarde né?" com os bocejos mais audíveis que já presenciei. Uma figura.

Sei que Natal é um coisa familiar. Você passa  com a sua. Se não tem familia grande, passa com a que tem. Mas pensar a ideia de que a convivência com meus parentes foi sendo destruída ao longo dos anos, sem eu ter participado ativamente disso me incomoda.

Mas o que mais me incomoda é a falta de coragem da minha mãe para consertar a situação. Como filha do sujeito e dona da ligação mais forte, somente ela teria o poder sobrenatural de censurá-lo. Contudo, a única reação que vem é "em 30 anos minha paciência com ela está esgotada".

Envelhecer é tornar o Natal mais período pra relembrar mágoas do que pra celebrar união

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Aqui se faz aqui se paga

Me deu bolo o ano todo.

Todas as vezes que precisei de alguma orientação eu não consegui nenhuma, só recebi enrolação e um possível contato que me ajudaria a começar a fazer algo.

Agora, que está com o cu na mão por que a sua reputação depende disso, vem me procurar e quer ver o que eu fiz o ano todo.

Vigança é feio, é coisa de gentinha, mas vou deixar esperando um pouco.

toma essa Caruso

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Não me nega comida

Faço altos favores pra pessoas dessa faculdade, porque tenho o coração mole e porque gosto tanto de tomar no cu que além dos meus problemas eu ainda pego os problemas dos outros só pra apimentar a vida.

Daí me prometeram me dar comida por esses favores que eu fiz (pessoa que se vende por comida), e como a minha bolsa-família para os incríveis alunos que querem fazer pesquisa ainda não caiu, TO ACEITANDO.

Quando eu to ali, prestes a ir comer de graça, chega o Bruno De Luca e mia meu rolê porque ele tá querendo ir pra casa estudar e me esperar 15 minutos vai prejudicar a noite dele. Ainda bem que o rolêmiou, pq eu perdi até o apetite.

Não tinha nada contra esse cara. Estou começando a ter.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Eu sou obrigado.


Acordo de manhã mega atrasado (risos) para ir para a faculdade, superando a incrível marca de 1h40 de atraso da hora que eu deveria estar acordado. Claro, que eu fico correndo de um lado para o outro da minha casa, dizendo “TOATRASADOTOATRASADO” e esquecendo metade das coisas que tenho que levar pelo caminho.

Passo pelo meu notebook, item necessário já que estou sendo pago para ficar o dia todo na faculdade, e simplesmente o carregador sumiu. A última pessoa que usou achou que seria divertido guardar esses dois itens inseparáveis em lugares distintos. Eu, achei super engraçado, porque né? Não tinha oportunidade melhorparaisso contencer do que no dia que eu estou superando a minha marca de atraso. Saio de casa já montando o discurso de como cadaum só tá preocupado com o umbigo e que moro em uma casa que reina o egoísmo.

Chego em casa, putaço, e ADIVINHEM SÓ meu irmão resolve se desfazer do óculos dele que eu acho mais cool e, em um ato de puro altruísmo, me dá ele de presente porque sabe que eu gosto muito dele e queria me faria feliz.

...

Esse sou eu, misjudging people and beyond

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Rondon


Gente, é sério eu adoro trabalhar em grupo. Só de sentir o cheiro de cooperação e esforço coletivo eu já sinto meu estomago embrulhar.

Mas resolvi engolir o estigma que eu atribuí a trabalhos em grupo e mergulhar em uma empreitada suicida para fazer uma proposta de intervenção para o Projeto Rondon em apenas uma semana com um grupo de 10 completos estranhos. Quem acha que o Pedro se fudeu nessa história levanta a mão.





Adianto que o trabalho no final foi entregue, sendo feito majoritariamente por 4 pessoas. Mas claro que eu fiz a maior parte dele. Dividimos tudo o que era pra ser feito durante a semana para que cada um fizesse a sua parte e não sobrecarregasse ninguém. Trabalho para ser entregue hoje até as17:00hs. Era meio-dia e não tinha nem matade pronto

Virei o louco do notebook, usando meus poderes místicos de enchição de linguiça até chegar ao meu limite da sanidade mental, momento em que eu começo a mandar geral tomar no toba.

Mas aí agente entregou qualquer merda, só pra dizer que fez


=~~


Essa é minha vida. Essa é minhas história. #NEXTEL

O legal do Rondon é que como o projeto é ~multidisciplinar~ somos obrigados a ter pelo menos 3 cursos diferentes. Ou seja, meio-dia e o trabalho não tava pronto e eu NÃO PODIA EXPULSAR PESSOAS por que eu precisava delas.
Aí vem uma filha de quenga cu mole, as 15hs da tarde de hoje (detalhe: duas horas antes do prazo final de entrega) vira pra mim, que estou pilhado pra terminar aquela porra, e diz "Ah, não fiz nada no trabalho. Queria que vocês tirassem o meu nome"


HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA


Só respondo um: "Minha filha, você não tá entendendo. Seu nome vai ficar no trabalho. Passei o fds todo pesquisando essa porra e não vai ser em vão." Cara dela ao me ouvir dizer isso = priceless




UPTADE: O projeto não foi aprovado. Estou surpreso.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Berenice, segura

Só passando pra avisar que eu to indo pra Brasília.


17hs de viagem no busão.

domingo, 5 de agosto de 2012

Here comes a new challenger

Fui apresentado ao Bruno de Luca

A principio, parece gente boa. É o cara engraçadão que quer fazer as piadas e botar todo mundo pra rir, o típico tiozão que fundou o Humortadela e que daqui 20 anos vai fazer a piada do pavê nas festas de família e envergonhar toda uma sociedade. Fica procurando uma brecha pra enfiar uma piadinha em tudo e procura desesperadamente fazer vínculos com as pessoas por meio de piadas internas e outras coisas que mostrem públicamente que ele faz parte do grupo e os outros não. É o tipo de gente que não me surpreenderia se fizesse uma bexiga com uma camisinha, achando que isso o torna ~irreverente~.
Vamos ao passado agora: o cara era  cool, tinha naipe de quem era o líder do grupinho, o cara com as tiradas espertas e que todo mundo queria seguir. De repente, engordou 40 kilos, estourou a cara de espinha, perdeu a namorada gata e sua baixa auto-estima se refletiu em suas habilidades de cativar platéia; perdeu tudo muito cedo, antes de formar uma personalidade e se afirmar como individuo ficando com carisma zero.
Ficou naquele limbo entre o ser e o não ser, e agora vive da sombra dos outros para poder aparecer. Alguém com carisma aparece, abre o terreno pra ele e depois que todos estão receptivos ele começa a tentar se mostrar.


E eu até hoje não entendo como as pessoas conseguem achar o Bruno de Luca engraçado. Ele não é, ele vai no embalo quando as pessoas já estão rindo, ligeiramente invasivo, aloprando as pessoas cordialmente e tentando de todas as formas ser irreverente.

Confesso que tenho dó quando percebo gente com baixa autoestima e fico me podando pra não cortar o barato dela. Acabo pegando pra criar e falando "olha,  não faz assim que você tá errando".

Qto tempo até eu me arrepender? Dois meses?