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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Chat-Line

From: ME
Gente,
7:20 da manhã. Entra uma mulher no ônibus com uma saia jeans até a altura do calcanhar e senta lá na frente. 15 minutos depois o ônibus para em um ponto e quando a porta já está fechando ela sai correndo até a porta de trás e gritando "Vai descer, vai descer! Motorista, abre essa pooorrtaaa EM NOME DE JEESUUUS!!!"

HAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Quando ela saiu o ônibus INTEIRO caiu na gargalhada.
Essa é a minha vida Brasil.
_____
From: J. Pimenta
Cade video? Vc não gravou isso?
Acho bacana pq dai você começa com bom humor o dia

Um funk do ♪ ♪ abre a porta em nome de Jesus ♪ ♪

Web hit 2012

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From: ME
Tà vendo? Se eu fosse trabalhar de carro eu seria poupado dessas cenas.

Mas nããããããooooooo, eu tenho que trabalhar no centro do lado da finada crackolândia, onde não tem o menor lugar para se pôr um carro.

Kd emprego luxuoso em multinacional ganhando rios de dinheiros?

____
From: J. Pimenta

Mas sua vida seria triste sem esse contato com os seres humanos menos favorecidos.

Eu por exemplo, cansei de esperar pelo emprego luxuoso, agora só espero pelo marido rico. Esse plano é mais simples e menos trabalhoso.

___
From: ME

Vida engraçada X Vida RYCA. Troco FÁCIL.

Esperar um emprego luxuoso/marido rico? Você não pode esperar! A vida não pode esperar! Lute pelos seus sonhos! Eu li no "O Segredo" que se você pensar positivo as coisa milagrosamente acontecem e tudo pode ser, eu vou tentar melhor do já fiz, esteja o meu destino onde estiver eu vou buscar a soooooorrtteee e serrrr feeeeliiiizzzzzzzz

VAMOS COM VOCÊ, NÓS SOMOS INVENCÍVEIS, PODE CRER!! TOOODOOSS SOMOS UM E JUUUNTOS NÃO EXIIIISSSTEE MAAAAALLLL NENHUUUUMMMM (MENEGHEL, Xuxa In. Super Xuxa Contra o Baixo Astral).

____
From: J. Pimenta

O mundo vai girar o amor me faz cantaaaaaaaar. Lua de Cristal que me faz MILIONÁRIA, obrigada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Susu Vieira no ônibus

Irrompe um grito malcriado da última poltrona logo atrás do motorista

Mãe: Eu vou descer pela frente, viu?!
Cobradora: Sem problemas.
Mãe: Tó filho, dá o bilhete pra moliér lá...

O filho entrega um bilhete de estudante e a cobradora gira a catraca. Ela devolve o bilhete para a criança que volta correndo pro seu assento.

Cobradora: Senhora, ele também tem que pagar.
Mãe: Mas ele não não tem que pagar passagem pela idade dele!
Filho: Mãe eu tenho sim! Eu já tenho seeeeeeis anos...

A mãe entra em choque e balbucia as palavras..

Mãe: Mas você não tem bilhete!
Filho: Claro que tenho mãe! Só que eu não trouxe ele comigo hoje.

A mãe olha pela janela e tenho certeza que, por alguns segundos, pensou em se atirar por ela.

Cobradora: Pior é que criança não mente né?


HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Diga que me quer

Longos e ondulados cabelos castanhos, um rosto rosado e tímidos olhos escuros. Eu estava atraído por ela. Não como homem que se atrai por uma mulher, mas pelo seu silêncio e pela controlada vontade de olhar-me nos olhos. Pelo apreensivo flerte que dançamos ao som do trem, combinado pelo nosso inexistente ensaio. Olhávamos discreta e pausadamente um para o outro. Diversas vezes. Nos olhamos diretamente nos olhos por alguns segundos até que nossos rostos virassem. Eu podia vê-la me observar pelo reflexo no vidro quando não nos olhávamos.

Eu podia simplesmente levantar e sentar ao seu lado. Porém o jogo, como sempre, me deslumbrava. Não, talvez não seja isso. Talvez fosse apenas inércia. Mesmo assim, nos distraímos com nossos papéis. Obedecíamos sem saber a velhas tradições na elegante expressão do dueto entre “pretedente” e “amada acanhada”, ao qual cada um assumira seu papel sedutor dentro do protocolo do cortejo.

Flerte intenso, pautado por sorrisos gentis retribuídos com tímidos olhares, com a sutileza característica dos livros de romance adolescentes na arte de provocar. Um jogo excitante, escondido em outro mundo, longe dos olhos da pessoas comuns, para além do ambiente daquele metrô.

Após algumas estações, ela levantou. Seguiu até a porta e desembarcou. Saí do meu lugar me virando para a janela, para olhá-la pela última vez, e nossos olhares se cruzaram. Ela havia feito o mesmo. E ficamos ali, por eternos três segundos com os sorrisos mais sinceros de nossas vidas. Quando me dei conta, as coisas já haviam sido ditas sem eu as ter dito. E ficamos nos olhando pelo vidro do metrô. Como um Romeu e Julieta separados pelo destino, enquanto o trem se distanciava cada vez mais do meu amor cortês.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Não sou obrigado

Sete e quarenta da manhã, a caminho do trabalho com aquela chuvinha fraca e friaprakct que não chega a te ensopar. Serve só ficar com o cabelo molhado e ensebado, com aquela cara de "sai da academia e não tomei banho".

Passo ao lado dos ~moradores de rua~ e uma jovem senhora dirige a palavra a mim, com a finesse peculiar que só o crack lhe proporciona:

ELA: Vem aqui seu gostoso!
EU: ...
ELA: Deixa eu CHUPAR SEU PAU.


Essa é a minha vida, minha gente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

je regrette

Every once in a while i caught me thinking if all i really want is to be by myself, and i really want to just face it and say "i don't care, just relax and go" but i dont. I have been weird lately, with all thoughts boucing on my head confusing me. Maybe it's the iminent crisis.

Yeah i know. That was crazy and i just wanted to turn things upside down.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sinal verde

Imperdoavelmente atrasado. Das resoluções que fiz da vida, não poderia mais cometer esse deslize. Minha antipatia com o relógio fora marcada em minha essência desde a existência e eu estava disposto a desafiá-la. Decidido a ser conhecido por aquela pontualidade irritantemente santa, decidido a provar para o universo que sou dono de mim. Não poderia falhar, falharia comigo. Fracassar para com você mesmo é fracassar com seus ideais, com o que acredita. E a cada segundo passado, alargava-se o abismo entre o real e a glória reluzente e especial das árduas vitórias. Meu transtorno era ainda maior pela habilidade inconveniente dos carros em potencializar mormaço. O calor era tanto, que derretia minha auto-ofensa e direcionava o objeto do meu ódio ao ponto de luz vermelho que insistentemente não se tornava verde apenas para deliciar-se com meu desgosto moral.

Percorri com os olhos do relógio ao semáforo diversas vezes, na esperança de transmitir minha dor ao aparelho e que este, complacente, gentilmente me permitisse passagem. Entretanto percebi também que uma figura se aproximava da minha janela com aquele ar que somente os pedintes profissionais, aqueles passaram anos refinando a arte de em segundos provocar comoção por alguns trocados, conseguem criar. Concentrei-me para forjar minha expressão mais verdadeira e estar pronto para agradavelmente lhe dizer que não acredito em gente vagabunda que pede dinheiro no farol.


-Boa tarde! Eu trabalho para uma instituição que ajuda dependentes químicos e...
-Poxa vida, eu não tenho nada comigo agora.
-Tudo bem. Vou deixar esse folheto com você, ok?


Recebi um pedaço de papel mal impresso e mal diagramado. Feio. Criado por quem toscamente tenta criar algo atrativo sem um grande esforço. Desenhos infantis, sóis e árvores, permeavam algumas poucas frases no informe, enquanto a irritação do calor misturada com minha pessoal frustração não me permitiram dar a atenção devida ao simplório texto contido. Me furtei a ler apenas duas frases negritadas ao centro do papel "Fazemos mudanças, pinturas, limpezas, etc. DAR-NOS TRABALHO É SUA MELHOR AJUDA".
 

Entrei em choque. Atingido com um pedido tão singelo. Talvez por há poucos segundos atrás ter mentalmente rotulado aquele jovem de vagabundo. Indignado. Não consegui atribuir coerentemente juízo de valores a situação. Aqueles pouco segundos de atraso que se sucederam tornavam-se séculos ardentes em minha emergente crise de existencialismo. Eu não mal acreditava poder alcançar as mãos ao volante enquanto meu rosto perdia os contornos. Em um arrepio, descobri que o jovem, que repetia o mesmo com o carro logo atrás, era muito melhor do que eu.


Sinal verde.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mal-interpretado

Um presente singelo. Afinal não havia nada entre nós. Havia se passado algumas noites do dia 12 de junho para cá. O mundo se vestiu de vermelho para celebrar o amor e meu coração enternecera. Pensava nela. Havia namorado desde menina um cara muito mais velho e nunca pôde ter o que suas amigas tinham, não viveu sua vida de menina. Agora, havia se tornado efusiva e tinha uma estranha mania de rir de tudo. Era tudo o que eu sabia sobre ela.

Adoraria dizer que ficamos amigos em um despretensiosa conversa, adicionaria um lirismo a história. E já a havia notado e, assanhadamente, sentei ao seu lado para me apresentar. Nos primeiros 5 minutos percebemos que tínhamos diversas afinidades. “E o seu namorado?” eu disse. Meio ressabiada soltou um frouxo “não estuda aqui”. No dia seguinte, ciente de que ali não havia o que eu queria, voltei a minha rotina, com as velhas pessoas com que andava. Ela no entanto, fez questão de me procurar, de conversar, de estabelecer vínculo. Passamos a nos falar todos.

Há algumas semanas atrás, me contou que havia terminado seu namoro e passou a me dar maiores liberdades para as minhas brincadeiras cheias de malícia. Havia eu interpretado tudo errado? Havia algo entre nós?

Decidi usar uma brincadeira como pretexto: lhe daria um presente quando ela fosse minha. O não-dito sempre teve sua grandeza pra mim. Um pequeno mimo dentro de uma safada brincadeira. Tudo estaria explícito ao entregá-lo. Combinei de encontrá-la, novamente como tudo havia começado, “despretensiosamente”. Encontrei-a com um amigo.

“Olha o que eu lhe trouxe”, eu disse. Ela pegou o presente, olhou no meu olho, e balbucionou um obrigado. O amigo pegou o presente, sorriu para mim e a beijou tendo o cuidado de transformar a cena em um espetáculo. Eu era o bobo. Não sei se o meu ódio era maior ou a minha vergonha.


Reduzi minha expectativa a um “era só uma bobeirinha”. Afinal, não havia nada entre nós.

Título

Estou desabandonando meu blog.

sábado, 26 de dezembro de 2009

25 de dezembro

Não montamos árvore de Natal, não colocamos pisca-pisca. Não mudamos a toalha da sala de jantar por uma cheia de trenós. Não penduramos bolinhas brilhantes ou guirlandas, não espalhamos enfeites pela casa. Não trocamos a coleira do gato por uma vermelha. Não passamos o dia esperando um grande festa. Não fizemos bolo de nozes. Não fomos à Missa e não tivemos o melhor jantar do Ano. Não ganhamos presentes. Não ligamos para pessoas que não vemos a meses pra desejar um "Feliz Natal".

Me entreti com jogos de computador.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Shores of california

Sem grande sucesso, ele tem tentado fazer com que uma garota se derreta por ele. Mas toda vez que parece estar perto disso, o mundo acaba antes que ele tenha qualquer chance.

Sem grande sucesso, ela tem tentado fazer que as luzes do salão diminuam para dançar somente ela com um garoto. Afinal, o que toda a garota quer é aquela merda e tão rara coisa chamada romance

Parem de pensar e sonhar. Não precisa nem ser muito gentil. Cerrar os punhos e ir fundo, mas ainda insitem com "não quero, não é o meu tipo".

Ela. Ele. O que eles tem de errado? Especificações conflitantes. E eu sei que eles não são os únicos. Afinal é assim que as coisas são por aqui. É como têm sido desde tempos remotos...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Lição

Dá pra contar um monte de mentiras, dizendo somente a verdade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Jaqueta da Vitrine [3]

"Eu não preciso de uma nova jaqueta. Eu nem costumo usar jaquetas."

Eu andava por uma rua qualquer, em um dia qualquer com minha caminhada desatenta. Eu na calçada e ela vitrine. Meu olhar corria por todos os lados até ser surpreendido. Ela me seduz, quase chama pelo meu nome. Exposta em um manequim só para ela, reinava soberana em seu domínio de vidro tornando todas as outras peças quase invisíveis. Era linda: de couro, imponente, daquelas que transforma qualquer um em mocinho de filme de ação.

Fisgado, eu viro o rosto para olhá-la, dou dois passos para trás e caminho em direção a vitrine. Admiro-a e, por alguns segundos, ela já está no meu corpo, perfeita, concebida para mim. Observo as linhas de sua costura, sua cor, cada detalhe da peça até finalmente perceber uma minúscula plaquinha preta com número brancos pendurada próximo à sua base. A soma era exorbitante.

Como poderia comprá-la? Eu não tinha emprego tão pouco tinha dinheiro. Era novo. Se fosse virado de cabeça pra baixo caíria, no máximo, um clipe de papel que costumava carregar no bolso. A solução seria pedir dinheiro. Hmmm. Meus pais? Não pagariam tão caro por uma bobagem como essa. Emprego? Não tinha tempo, estudava dois períodos. Pedir na rua? Levaria meses para juntar a quantia...

Aos poucos minha excitação foi murchando conforme as possiblidades de possuir meu objeto de desejo iam ficando menores até se tornarem quase nulas. Volto à realidade, onde aquela jaqueta jamais seria minha e continuo a caminhada para algum lugar.

"Eu não preciso de uma nova jaqueta. Eu nem costumo usar jaquetas."



Outras perspectivas sobre o mesmo tema aqui e aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ÉPOCA: Presente; LUGAR DA CENA: Fila de banco

Banco próximo a um pólo comercial em horário de pico, por volta das 11:00hs, com multidões de pessoas querendo ser atendidas ao mesmo tempo e uma fila enorme que deixa as pessoas ainda mais irritadas. A caixa, sempre antipática, nem olha no rosto das pessoas. Próximo!

A secretária dá um passo à frente. Cansada, desiludida e farta da rotina. Lembra com doçura dos tempos de outrora, quando ainda era criança. Costumava colocar escondido os sapatos da mãe e desfilava pela casa quando ninguém estava olhando. Queria ser adulta, passar batom e ficar falando de coisas sérias. Achava bonito aquilo tudo.

Adolescente, não queria mais brincar de boneca. Queria ser madura, falava de namorados e maquiagem e zombava das garotas que ainda achavam graça em esconde-esconde.

Hoje, só queria poder olhar o mundo com aquela simplicidade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Diário de Bordo pág 22

Ainda deslocado, como um estranho no ninho. Me sinto de alguma forma, como me senti entrendo no Alfredo Mesquita pela segunda vez. Com uma ansiedade estranha.

Aula leve, temas leves.

Retomando meu espírito CDF. Gosto quando sou elogiado.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Carta de Demissão

São Paulo, 16 de setembro de 2009

A/C do meu Superior Imediato


Prezados Senhores:


Venho por meio desta, comunicar minha decisão de deixar a honrosa função de Adulto, a mim confiada desde 2006.

Agradeço muito a oportunidade que me foi dada. Em todos esses anos me esforcei ao máximo para alcançar todas as metas que foram estabelecidas para que me tornasse um adulto exemplar. Mas no presente momento não me sinto à vontade nesta categoria.

Quando fui promovido a Adulto não foram acertados alguns pontos que agora me incomodam como que eu não poderia mais rir alto do que acho engraçado, que teria que adotar posturas de “bons costumes” e nem que passaria a achar bobagem sonhar acordado. Não me foi dito como o mundo dos adultos é tão cheio de aparências, intrigas e paranóias.

Quero voltar a achar que o Sol e a Lua são casados. Brincar de faz-de-conta, rir de si mesmo e não ter medo de abraçar alguém. Quero brincar com pessoas sem preconceitos, achar que ganhei o maior prêmio do mundo quando compro pipoca doce com muito caramelo vermelho ou quando encontro uma figurinha que brilha. Quero me sujar com bolo. Quero viver uma aventura todos os dias. Quero ler e imaginar.

Muito foi realizado enquanto estive na função de adulto e essa sinergia trouxe benefícios para ambos os lados. Mas agora é necessário fechar esse ciclo, pois não quero mais esse aprendizado. Não que tenha algum ressentimento à categoria. Simplesmente não me adéquo à função de adulto.

Por esse motivo e sem nenhuma reserva ou desagrado quanto minha permanência até a presente data, é que eu me demito


Atenciosamente,
Pedro Coelho

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Diário de Bordo pág 21

Passado um longo tempo sem atualizações, eu volto. Não, este não será um post-diário narrando as aventuras de "Pedro no Maravilhoso Mundo do Teatro". Só mantive o título por puro costume, ja que ultimamente eu só estava postando com esse título.

Muita gente me cobrou de eu ter largado o blog e essa semana eu fiquei pensando nele. Tive saudade de escrever minha pequenas anedotas, de deixar registrada a minha visão do mundo. Tive muitas idéias do que escrever e elas se perderam no tempo e no espaço e isso me assusta. Queria esperar chegar exatamente na página 21 do diário de bordo para mudar o destino no blog e fazer mais um tentativa de cyber-sobrevida.

Vinte e um sempre foi pra mim um numero mágico. Um número que teria o potencial de mudar tudo, de realizar sonhos e de trazer satisfação. Espero não me decepcionar com ele dinovo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Diário de Bordo Pág 11

Quinta-feira normal e, se não fosse pela Catharina me ligando pra lembrar do teatro hoje, teria sido bem normal. Tava desabando água em São Paulo. Saímos super atrasados com a certeza de que chegaríamos umas 8hs, mas por alguma ironia do destino estavamos lá 5 minutos mais cedo do que o habitual.
Por causa das chuvas (e pq alguns devem ter esquecido da aula hoje q nem eu Haha) tinha bem pouquinha gente. Começamos com um jogo dificílimo que exigiu toda a minha capacidade de atenção com tarefas complicadíssimas. Falar um nome e enconstar em alguém.Fatigante.
Pulamos corda, como uma analogia pra "entrar em cena". Bem divertido. Tivemos que montar a ordem e trocar de posições sem falar nada. Realmente, timing é tudo nessas horas.
Brincamos com a linguagem, encenando situações que tinhamos q inventar uma língua. Vendi uma super-mega-caneta na língua do "blá" e fiquei IMPRESSIONADO com o italiano fajuto da Catharina e do Guilherme.
Depois fizemos pequenas esquetes em que era dado um personagem pra uma pessoa, mas ela não sabia que personagem era e, re-encenamos a esquete corrigindo um ou outro defeito.
-O primeiro foi um ladrão. Muito legal o clima sombrio que ficou no começo, qdo a Evânia fugia . Ficou super legal o jeito como eles andaram no palco. A sensação de "algo está pra acontecer e não acontece", com os policiais rondando e o ladrão sem saber o que fazer ficou ótima pra cena. Pena q isso se perdeu qdo foi reencenado.
-O segundo foi um padre. A história ficou mto boa. O padre se envolvia com uma mulher e os detalhes que enriqueceram ainda mais a cena como um puxadinha por detrás da cortina e os gritos do Luis no fundo do placo qdo o padre era castigado. Qdo reencenamos, conseguimos melhorar o ambiente com cantos e outros detalhes, mas perdeu toda a emoção de qdo a padre foi castigado.
Teve uma terceira cena de um velho e uma bailarina, mas essa não deu liga.
Mas a surpresa veio no fim da aula, qdo a Ana Flávia disse pra mim "ficou mto bunitinho vc cantando lá encima".
Saí do vocacional com um sorriso bobo estampado na cara. =P

Palavra do dia: Intimidade

quarta-feira, 22 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Diário de Bordo Pág 09

Vou ao Vocacional com toda a certeza de que chegaria atrasado. Saio de casa 40 minutos mais tarde do habitual e, para minha surpresa, não demoro mais de 10 minutos para fazer o caminho. Fizemos exercícios de memória,e percebi que a falta de atenção é um problema da maioria das pessoas do grupo. Frases não foram decoradas, e instruções simples não foram compreendidas. Após isso contamos histórias coletivamente. Fiquei surpreso em como o grupo gosta de complicar as coisas por puro prazer. As histórias foram:
-Um gênio que só atendia pedidos inteligentes, que não quis transformar uma mulher em gênia pq era pedido egoísta (?!)
-A história de uma princesa que tomava drogas, casou com um gay e teve uma filha (?!)
-Uma nuvem negra que destruia a casa de velhinhos e depois virava um buraco negro que sugava tudo.
-Um grupo de loucos que fingiam morrer por uma injeção de anestésicos, matavam o policial que aparecia pra ajudar e faziam o médico que aplicava a injeção ficar louco. (?!)
Niguém construia uma história. Só falava uma coisa nada a ver, só pra ver como o próximo ia fazer pra contornar a situação. Isso sem falar no Ricardo que NUNCA passava a história pra outro terminar.
Enfim... Interessante foi qdo tivemos que encenar as histórias com temas pré-determinados: desenho, ficção científica, musical e novela mexicana. Ainda assim, ficamos um pouco trvados nos temas e a Ana Flávia recomendou que "viajassemos mais na idéia" dizendo que o nosso código seria "cerimônia". Isso significaria que teríamos que ser mais exagerados, mais grandiosos.
Na conversa final do dia, onde foi exposto a idéia de um sarau, a falta de atenção foi marcante novamente. Principalmente por parte da "Sandra Kátia"... ¬¬"
Palavra: Loucura

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Diário de Bordo Pág 08

Usei meus encontros de quarta-feira como um refúgio novamente. O Alfredo Mesquita tem sido muito mais acolhedor do que muitos lugares que tenho frequentado ultimamente. Chego lá bem mais cedo queo habitual, e com um frio nabarriga, já que a Ana Flávia não estará lá. Poucos haviam chegado e o nosso numero demorou a crescer, o que aumentou ainda mais minha ansiedade. Mas por mais estranho que pareça, a aula fluiu muito bem. Estamos adquirindo uma maior intimidade uns com os outros.
Foram propostos exercícios baseados em formas de cumprimento, que chegaram a me cansar bastante. Desse vez eu me senti totalmente desprendido. Como se realmente estivesse no lugar que imaginava. Já super empolgado depois disso, fizemos algumas esquetes trabalhando o ritmo. Normal, devagar, acelerado e cantado. Modéstia a parte, meu trio conseguiu extrair uma história muito mais original com apenas "Ai", "que foi?" e "nada". Amores inocentes foram super originais...Haha
Comparando nossas AO's, a Regina foi muito mais séria e dura que a Ana Flávia, masfoi bom do mesmo jeito.